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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A solução é obviamente sair do Euro.

Esta entrevista publicada no Der Spiegel diz tudo:

'It's in Greece's Interest to Reintroduce the Drachma'
By Alexander Neubacher
Is reintroducing the drachma the only way for Greece to save itself?
Economist Hans-Werner Sinn is the president of the Institute for Economic Research (ifo),
a leading German think tank in Munich. He spoke to SPIEGEL about the euro
crisis, the growing uselessness of a bailout and a possible way back to the
drachma for Greece.

SPIEGEL:
Mr. Sinn, the Greeks have decided not to hold their referendum. They want to keep the euro and
allow themselves to be rescued by Europe. Can we all breathe a sigh of relief?
Sinn: What
politicians refer to as a "rescue" will not actually save Greece. The
Greeks won't ever return to health under the euro. The country just isn't
competitive. Wages and prices are far too high, and the bailout plan will only
freeze this situation in place. So it's in Greece's interest to leave the euro
and reintroduce the drachma.
SPIEGEL:
How would that work?
Sinn: It
must happen quickly. Greek banks will have to close for one week. All accounts,
all balances and all government debt would have to be converted into drachmas.
Then the drachma would depreciate.
SPIEGEL: In
that case, Greek citizens would try to empty all their bank accounts as quickly
as possible. There would be chaos.
Sinn: One
would have to manage. Granted, there will be a localized storm; but, afterward,
the sun will shine. Wealthy Greeks transferred their assets to safe havens
abroad long ago. The money will come back to Greece only once Grreece has
re-established its competitiveness.
SPIEGEL:
What sort of exchange rate do you envision between the euro and the drachma?
Sinn: If
Greece depreciates (its currency) by around 44 percent, the nation will be
about as expensive as Turkey. Then Greek products will start selling again, and
tourists will start returning.
SPIEGEL:
The money foreign banks and governments have already loaned to Greece would be
gone. Are those losses bearable?
Sinn:
Creditors would lose about half of their investments, but they've already accepted
such losses (with the recent decision to give Greece a debt
"haircut"). It wouldn't be more than that.
SPIEGEL:
What about European governments? What sort of losses would they face?
Sinn:
Economically, they would actually see some benefits. Creditor nations would
have to contribute less (to a rescue) because Greece would be helping itself.
It would be considerably less expensive for them -- and also for the other
euro-zone countries that have lived beyond their means -- to face up to the
seriousness of the situation and finally try to save themselves.
SPIEGEL: Do
you seriously think the Greeks will manage to repay their debts, which are
denominated in euros, with a weakened national currency?
Sinn: They
will only be able to generate foreign trade surpluses if they abandon the euro.
And only then will they be able to pay anything back. Otherwise, they will
forever remain dependent on others.
SPIEGEL: If
Greece abandoned the euro, who would follow?
Sinn:
Portugal is at risk. Italy will be able to manage if it not only announces reforms, but also implements them.
Interview
conducted by Alexander Neubacher

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A curva de Laffer.

Os economistas que se levam a sério e enterraram o país costumam rir-se quando se fala da curva de Laffer porque esta foi desenhada num guardanapo e não resultou de anos e anos de subsidiada investigação. A realidade é que está mais certa que a maior parte dos modelos econométricos em vigor.
Em Portugal estes problemas( ditos buracos)orçamentais não resultam já de mais nada a não ser de diminuição de receita fiscal e que vai diminuir mais. Atingiu-se o ponto crítico da curva. Agora para aumentar a receita só baixando os impostos.
Esta gente é ignorante. Não estudou história económica.Não sabem nada e estão muito mal.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Isaltino libertado.

Não é possível esta história da detenção de Isaltino. Até quando o M.P. abusará dos direitos dos cidadãos? Até quando a ignorância jurídica dos magistrados campeará? Como é que é possível?
Estamos entregues à selva? Fazem-se acusações descabidas para aparecer nos jornais? Julgam-se as pessoas na praça pública? O que fazem os juízes? Quem nos defende da barbárie judiciária?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Madeira

Há muitos anos que eu sei como a Madeira "escapava" aos limites do déficit . Criando empresas regionais, endividando-as na Banca ( sempre com uma Carta de Conforto do Governo Regional),mas sem qualquer relação formal com o Governo.E sabia-o transmitido da fonte mais segura que pode haver.

Pergunta, se eu sabia, os Bancos não saberiam também? E mais de 2000 pessoas das chamadas altas esferas, também não?

Claro que sim.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

As lições da história

O pomposo título desta mensagem quer dizer o seguinte: não é possível entender a teoria económica sem analisar os seus efeitos empíricos. E como não há laboratórios de economia, temos que ir à história que será sempre o principal laboratório das ciências sociais e humanas.

Alguém se lembra quando começou o desenvolvimento intenso da indústria alemã, que a fez catapultar em menos de 50 anos para os lugares cimeiros do mundo? Foi Napoleão o seu iniciador ao proclamar o bloqueio continental que foi aplicado aos Prussianos derrotados em Iena em 1806. Esse bloqueio implicou que não existissem mais importações de Inglaterra. Os produtos manufacturados ingleses deixaram de fazer concorrência aos alemães e estes tiveram oportunidade de desenvolver a sua indústria sem concorrência.

Assim é em 1806, num clima de protecção que se começa a desenvolver efectivamente a indústria alemã.

Ninguém duvide que Portugal necessita de um momento napoleónico de protecção para recomeçar o seu desenvolvimento.

sábado, 10 de setembro de 2011

Política económica errada.

Por muito que se reflicta, não se consegue chegar à conclusão que esta política económica está certa. Tal não quer dizer que não se tenham que cortar os excessos socialistas e redefinir o Estado Social. Mas o grande problema da economia portuguesa não é o déficit ou as contas, é a falta de crescimento. O que se passou nos últimos anos foi que o crescimento foi anémico ou inexistente e os gastos aumentaram sempre ( claro que não deviam ter aumentado). O ponto é que existe déficit por falta de crescimento. E não é devido ao déficit que não há crescimento. O déficit é uma consequência, não uma causa ( excepto naquilo que foram os excessos socialistas, sobretudo para ganhar as eleições de 2009).
Assim, resolvendo-se o déficit, não se resolve o crescimento ( até entretanto se pode ter condenado o país a anos de enlanguescimento). E nem se deve conseguir resolver o déficit com as medidas anunciadas. Apenas colcar-lhe um travão.
É verdade que se tem que modificar o SNS, mas não é com cortes, mas com introdução de um mercado e escolha interna.Também a educação, mas com introdução de autonomia das escolas, cheque-ensino e concorrência.Esta é a verdadeira reforma do Estado Social. Torná-lo eficiente e competitivo.Depois há a economia e o que há a fazer é descomplicar- descomplicar as leis do trabalho, do ambiente, da higiene, da segurança, das licenças, etc(um bom exemplo é o que foi feito nas creches- rápido e eficaz).O qe se chama liberalizar...Finalmente tudo isto tem que ser feito num sistema de economia nacional em que mais importante que a divisão internacional do trabalho(Smith, Ricardo) é assegurar que o país volta a produzir e utilizar bem os seus recursos(List).
É muito importante passar a mensagem e como dizia Clemenceau a propósito da guerra e dos generais.A economia é demasiado importante para ser entregue aos economistas

domingo, 4 de setembro de 2011

O cerco e o circo.

O pobre do ministro das finanças ( cuja semelhança com Mr. Bean é óbvia) já começou a ser trucidado pelo PSD ( é habitual).Mas faz pena um dito liberal ,e parece que era mesmo liberal, começar a aplicar uma política que consiste na continuação da corrida contra o tempo de Sócrates aumentando absurdamente os impostos .Vai acabar mal.É que a notícia mais importante que saiu esta semana é pouco destacada: aparentemente a um aumento das taxas de imposto não está a corresponder um aumento da receita fiscal. É a chamada curva de Laffer a mexer. Há um momento em que aumentar impostos só diminui a receita, é contra -producente. Parece que chegámos lá. E isso é o mais importante. A partir de agora as contas não vão dar certo, a confirmar-se que se chegou a este pico.
E as Forças Armadas, porque razão continuam as missões no estrangeiro? Deviam pura e simplesmente terminar. mas, este é um assunto para desenvolver mais tarde.

Curta sobre Angola

Aparentemente houve uma pequena manifestação de jovens em Angola que enervou o regime. Só quem não esteve em Angola é que acredita que aquele regime vai durar muito. A maioria (muito grande maioria da população) vive em extrema pobreza e é constantemente maltratada pelos senhores feudais que comandam o país. O que se espera é que o rastilho acenda depressa e essa gente seja corrida de vez da direcção de Angola.

E aqueles que em Portugal fazem negócios com eles deviam primeiro exigir-lhes indemnizações por tudo aquilo que foi roubado aos portugueses em Angola após o 25 de Abril.

Angola só terá futuro com uma revolução.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A história repete-se?

Quem olha para estes acontecimentos do déficit e da dívida tem uma certa sensação que já leu sobre tal em qulaquer lado. E esse lado são as várias histórias do último quartel do século XIX em Portugal. A dívida ameaçava e os governos empenhados prometiam cortes e cortes e equilíbrios, até Oliveira Martins foi ministro das Finanças e promoveu cortes, mas no fim a situação tísica perdurou e perdurou ( com alguns equilíbrios inconsequentes pelo meio) até Salazar. Ontem, por alguma razão, Vítor Gaspar fez lembrar um daqueles empenhados ministros das finanças do século XIX que depois acabam por ser envolvidos no vórtice da realidade e não conseguem controlar a situação financeira.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DOE ou não doi?

Lido o DOE- acabado de sair do forno- suscitam-se alguns comentários.

Começa por ser uma bonita aula de economia, bem apresentada, mas esquece logo os estrangulamento microeconómicos, que talvez sejam os mais difíceis de modificar ( excepto aqueles ligados ao mercado de trabalho, em que em todo o caso há uma vacuidade assustadora). Reconhece que há problemas ao nível da receita fiscal e dos estabilizadores automáticos , mas insiste em aumentos de impostos e de receitas.

Depois apresenta uma longa lengalenga de percentagens de cortes e medidas num português redondo que não diz nada. Tudo é possível e o seu contrário. Alguma modificação na gestão do SNS introduzindo mercados internos ou concorrência interna? Nada. Alguma modificação na Educação além de fechar escolas? Nada. Em termos de reforma do Estado é uma pobrza confrangedora.Sobretudo do Estado Social. Parece que tudo se reduz a despedir gente,aumentar preços e impostos.

Para um economista que se diz grande admirador de Milton Friedman, não se vê nada de excitante ou grandes modificações. Mas esta pode ser uma interpretação apressada. Aguardemos mais uns meses...