Os economistas que se levam a sério e enterraram o país costumam rir-se quando se fala da curva de Laffer porque esta foi desenhada num guardanapo e não resultou de anos e anos de subsidiada investigação. A realidade é que está mais certa que a maior parte dos modelos econométricos em vigor.
Em Portugal estes problemas( ditos buracos)orçamentais não resultam já de mais nada a não ser de diminuição de receita fiscal e que vai diminuir mais. Atingiu-se o ponto crítico da curva. Agora para aumentar a receita só baixando os impostos.
Esta gente é ignorante. Não estudou história económica.Não sabem nada e estão muito mal.
Espaço destinado à discussão aberta e livre dos problemas económicos e políticos.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Isaltino libertado.
Não é possível esta história da detenção de Isaltino. Até quando o M.P. abusará dos direitos dos cidadãos? Até quando a ignorância jurídica dos magistrados campeará? Como é que é possível?
Estamos entregues à selva? Fazem-se acusações descabidas para aparecer nos jornais? Julgam-se as pessoas na praça pública? O que fazem os juízes? Quem nos defende da barbárie judiciária?
Estamos entregues à selva? Fazem-se acusações descabidas para aparecer nos jornais? Julgam-se as pessoas na praça pública? O que fazem os juízes? Quem nos defende da barbárie judiciária?
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Madeira
Há muitos anos que eu sei como a Madeira "escapava" aos limites do déficit . Criando empresas regionais, endividando-as na Banca ( sempre com uma Carta de Conforto do Governo Regional),mas sem qualquer relação formal com o Governo.E sabia-o transmitido da fonte mais segura que pode haver.
Pergunta, se eu sabia, os Bancos não saberiam também? E mais de 2000 pessoas das chamadas altas esferas, também não?
Claro que sim.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
As lições da história
O pomposo título desta mensagem quer dizer o seguinte: não é possível entender a teoria económica sem analisar os seus efeitos empíricos. E como não há laboratórios de economia, temos que ir à história que será sempre o principal laboratório das ciências sociais e humanas.
Alguém se lembra quando começou o desenvolvimento intenso da indústria alemã, que a fez catapultar em menos de 50 anos para os lugares cimeiros do mundo? Foi Napoleão o seu iniciador ao proclamar o bloqueio continental que foi aplicado aos Prussianos derrotados em Iena em 1806. Esse bloqueio implicou que não existissem mais importações de Inglaterra. Os produtos manufacturados ingleses deixaram de fazer concorrência aos alemães e estes tiveram oportunidade de desenvolver a sua indústria sem concorrência.
Assim é em 1806, num clima de protecção que se começa a desenvolver efectivamente a indústria alemã.
Ninguém duvide que Portugal necessita de um momento napoleónico de protecção para recomeçar o seu desenvolvimento.
sábado, 10 de setembro de 2011
Política económica errada.
Por muito que se reflicta, não se consegue chegar à conclusão que esta política económica está certa. Tal não quer dizer que não se tenham que cortar os excessos socialistas e redefinir o Estado Social. Mas o grande problema da economia portuguesa não é o déficit ou as contas, é a falta de crescimento. O que se passou nos últimos anos foi que o crescimento foi anémico ou inexistente e os gastos aumentaram sempre ( claro que não deviam ter aumentado). O ponto é que existe déficit por falta de crescimento. E não é devido ao déficit que não há crescimento. O déficit é uma consequência, não uma causa ( excepto naquilo que foram os excessos socialistas, sobretudo para ganhar as eleições de 2009).
Assim, resolvendo-se o déficit, não se resolve o crescimento ( até entretanto se pode ter condenado o país a anos de enlanguescimento). E nem se deve conseguir resolver o déficit com as medidas anunciadas. Apenas colcar-lhe um travão.
É verdade que se tem que modificar o SNS, mas não é com cortes, mas com introdução de um mercado e escolha interna.Também a educação, mas com introdução de autonomia das escolas, cheque-ensino e concorrência.Esta é a verdadeira reforma do Estado Social. Torná-lo eficiente e competitivo.Depois há a economia e o que há a fazer é descomplicar- descomplicar as leis do trabalho, do ambiente, da higiene, da segurança, das licenças, etc(um bom exemplo é o que foi feito nas creches- rápido e eficaz).O qe se chama liberalizar...Finalmente tudo isto tem que ser feito num sistema de economia nacional em que mais importante que a divisão internacional do trabalho(Smith, Ricardo) é assegurar que o país volta a produzir e utilizar bem os seus recursos(List).
É muito importante passar a mensagem e como dizia Clemenceau a propósito da guerra e dos generais.A economia é demasiado importante para ser entregue aos economistas
Assim, resolvendo-se o déficit, não se resolve o crescimento ( até entretanto se pode ter condenado o país a anos de enlanguescimento). E nem se deve conseguir resolver o déficit com as medidas anunciadas. Apenas colcar-lhe um travão.
É verdade que se tem que modificar o SNS, mas não é com cortes, mas com introdução de um mercado e escolha interna.Também a educação, mas com introdução de autonomia das escolas, cheque-ensino e concorrência.Esta é a verdadeira reforma do Estado Social. Torná-lo eficiente e competitivo.Depois há a economia e o que há a fazer é descomplicar- descomplicar as leis do trabalho, do ambiente, da higiene, da segurança, das licenças, etc(um bom exemplo é o que foi feito nas creches- rápido e eficaz).O qe se chama liberalizar...Finalmente tudo isto tem que ser feito num sistema de economia nacional em que mais importante que a divisão internacional do trabalho(Smith, Ricardo) é assegurar que o país volta a produzir e utilizar bem os seus recursos(List).
É muito importante passar a mensagem e como dizia Clemenceau a propósito da guerra e dos generais.A economia é demasiado importante para ser entregue aos economistas
domingo, 4 de setembro de 2011
O cerco e o circo.
O pobre do ministro das finanças ( cuja semelhança com Mr. Bean é óbvia) já começou a ser trucidado pelo PSD ( é habitual).Mas faz pena um dito liberal ,e parece que era mesmo liberal, começar a aplicar uma política que consiste na continuação da corrida contra o tempo de Sócrates aumentando absurdamente os impostos .Vai acabar mal.É que a notícia mais importante que saiu esta semana é pouco destacada: aparentemente a um aumento das taxas de imposto não está a corresponder um aumento da receita fiscal. É a chamada curva de Laffer a mexer. Há um momento em que aumentar impostos só diminui a receita, é contra -producente. Parece que chegámos lá. E isso é o mais importante. A partir de agora as contas não vão dar certo, a confirmar-se que se chegou a este pico.
E as Forças Armadas, porque razão continuam as missões no estrangeiro? Deviam pura e simplesmente terminar. mas, este é um assunto para desenvolver mais tarde.
E as Forças Armadas, porque razão continuam as missões no estrangeiro? Deviam pura e simplesmente terminar. mas, este é um assunto para desenvolver mais tarde.
Curta sobre Angola
Aparentemente houve uma pequena manifestação de jovens em Angola que enervou o regime. Só quem não esteve em Angola é que acredita que aquele regime vai durar muito. A maioria (muito grande maioria da população) vive em extrema pobreza e é constantemente maltratada pelos senhores feudais que comandam o país. O que se espera é que o rastilho acenda depressa e essa gente seja corrida de vez da direcção de Angola.
E aqueles que em Portugal fazem negócios com eles deviam primeiro exigir-lhes indemnizações por tudo aquilo que foi roubado aos portugueses em Angola após o 25 de Abril.
Angola só terá futuro com uma revolução.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
A história repete-se?
Quem olha para estes acontecimentos do déficit e da dívida tem uma certa sensação que já leu sobre tal em qulaquer lado. E esse lado são as várias histórias do último quartel do século XIX em Portugal. A dívida ameaçava e os governos empenhados prometiam cortes e cortes e equilíbrios, até Oliveira Martins foi ministro das Finanças e promoveu cortes, mas no fim a situação tísica perdurou e perdurou ( com alguns equilíbrios inconsequentes pelo meio) até Salazar. Ontem, por alguma razão, Vítor Gaspar fez lembrar um daqueles empenhados ministros das finanças do século XIX que depois acabam por ser envolvidos no vórtice da realidade e não conseguem controlar a situação financeira.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
DOE ou não doi?
Lido o DOE- acabado de sair do forno- suscitam-se alguns comentários.
Começa por ser uma bonita aula de economia, bem apresentada, mas esquece logo os estrangulamento microeconómicos, que talvez sejam os mais difíceis de modificar ( excepto aqueles ligados ao mercado de trabalho, em que em todo o caso há uma vacuidade assustadora). Reconhece que há problemas ao nível da receita fiscal e dos estabilizadores automáticos , mas insiste em aumentos de impostos e de receitas.
Depois apresenta uma longa lengalenga de percentagens de cortes e medidas num português redondo que não diz nada. Tudo é possível e o seu contrário. Alguma modificação na gestão do SNS introduzindo mercados internos ou concorrência interna? Nada. Alguma modificação na Educação além de fechar escolas? Nada. Em termos de reforma do Estado é uma pobrza confrangedora.Sobretudo do Estado Social. Parece que tudo se reduz a despedir gente,aumentar preços e impostos.
Para um economista que se diz grande admirador de Milton Friedman, não se vê nada de excitante ou grandes modificações. Mas esta pode ser uma interpretação apressada. Aguardemos mais uns meses...
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Troika
A primeira coisa a salientar este Verão foi a "visita" da troika e o amen que esta deu à governação.Este evento tem dois aspectos: um político, outro económico. De um ponto de vista político parece que finalmente se encontrou uma forma de governar em ditadura dentro das formalidades da democracia. A " troika" é o ditador. Há uma tradição longeva em Portugal de ir buscar ditadores /homens fortes para resolver os problemas nacionais. Nos últimos 110 anos tivemos, entre outros homens providenciais: João Franco, Pimenta de Castro, Sidónio Pais, Salazar, para referir só alguns. Agora mal parecia suspender a democracia, mas o resultado foi o mesmo, plebiscitou-se o programa da troika e agora eles mandam.Também não alheia à história nacional a interferência externa para resolver os nossos problemas. O exemplo maior é Beresford-o representante da troika da altura.Portanto, em termos políticos estamos enquadrados.
Em termos económicos temos a famosa receita do FMI. Aumentos de preços e cortes na despesa.É uma receita tradicional e só a história económica comparada poderia dizer se resulta ou não. A subida de preços tem dois efeitos ( e não um como se julga), aumenta a receita e também diminui a procura dos bens cujos preços subiram. Tal deve refrear o consumo e aumentar a poupança. O corte na despesa tem também dois efeitos, diminui os gastos (óbvio), mas ao mesmo tempo deve implicar um novo papel para o Estado abrindo portas para a iniciativa privada.Teoricamente, iriam diminuir as importações, os gastos do Estado e aumentar as receitas desse Estado, assegurando assim novos equilíbrios sustentáveis.
O problema é óbvio.A falta de crescimento. Pode acontecer que esta terapia leve a uma falta de crescimento da economia. Essa falta de crescimento faz actuar os chamados estabilizadores automáticos( mais gastos sociais e menos receitas de imposto) e estes impedem os equilíbrios e de facto nunca mais se chega ao ponto desejado.
Portanto, o que estamos a fazer é uma jogada,que atendendo às características do último decénio da economia portuguesa, pode muito bem falhar rotundamente.
Acresce a nossa integração europeia, que só nos prejudica. Portugal nunca foi um País absolutamente virado para a Europa e não pode ser.
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