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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A questão económica.

Por muito que se ande à volta do déficit e do orçamento, a questão portuguesa não é fundamentalmente financeira.É económica. É um país que produz pouco, com pouca produtividade e pouca competitividade - e que agora está a ser asfixiado pelas medidas recessivas em curso para equilibrar supostamente o orçamento ( não equilibram porque o orçamento só se equilibra quando houver menos Estado).
Do ponto de vista macroeconómico o principal problema presente é a permanência no EURO, esta é coeva com o crescimento anémico da economia.
No entanto, as questões estruturais encontram-se naquilo a que se convencionou chamar microeconomia:As empresas são pouco produtivas porque têm custos muito elevados com a Segurança Social, não se duvide disso; porque existe uma série de legislação absurda que têm que cumprir, desde a segurança no trabalho,à medicina a todos os constrangimentos burocráticos para se exercer uma actividade. Hoje, é quase impossível começar uma actividade nova, tantas são as exigências legais, alegadamente introduzidas para tornar Portugal um país moderno, mas só o tornando um país corrupto ou com medo. ASAE, ACT e outras entidades fazem hoje parte dos impedimentos ao funcionamento da economia.A legislação do trabalho, cada vez mais complicada, ajuda à festa. Note-se que isto se aplica às PMEs, as grandes estão encostadas ao Estado, como sempre estiveram, situação bem descrita no livro "Donos de Portugal" de Louçã, Rosas et al. que muito bem descreve a falta de capitalismo que existe neste país.
A grande reforma é promover aquilo que Schumpeter chamava "clima social" favorável ao empresário, criar uma sociedade onde seja possível constituir empresas e trabalhar. Não é a constituição formal. Essa é fácil. É a entrada nos mercados, que está impossível. Alguém já leu a recente legislação sobre higiene e segurança no trabalho? É muito gira, muito europeia, mas impossível de aplicar! Tem que acabar a produção legislativa do Governo ou a mando deste. A legislação deve voltar ao seu panteão sagrado de "ultima ratio" da organização social, deixando que a sociedade se organize no seu silêncio, como apontava Hobbes.
A questão económica é a fundamental e fundamental é ter empresários que corram riscos - e não estejam sempre a ser punidos por isso - e tenham o mínimo de contacto com o Estado.

domingo, 31 de outubro de 2010

Bad News.

Acordo PS- PSD no orçamento. Má notícia. O orçamento é um disparate, a democracia deve funcionar e não ser submetida a diktats. Toda a movimentação de pressão á volta da aprovação do orçamento demonstra a doença do país.
Candidatura de Cavaco a Presidente, outra má notícia, este é o homem que segurou e segura JS, este é o homem que iniciou o actual momento de atraso económico.
Alemanha a mandar cada vez mais na UE. Conseguem fazer o que Hitler e Guilherme II não fizeram. Esqecem-se que foram os primeiros a não cumprir os critérios do déficit! Esquecem-se que a sua política económica está a contribuir para a falta de balanço da economia mundial.
São tudo más notícias.

sábado, 16 de outubro de 2010

Sair do EURO

Como sempre defendemos a solução económica para a crise portuguesa ( a política passa por uma nova constituição, a saída de Cavaco e Sócrates) começa pela saída do euro. Portugal nunca teve condiçoes económicas e financeiras para ter a mesma moeda que a Alemanha. Essa saída tem que se dar depressa ( talvez com um acordo diplomático simultâneo com a Espanha e Grécia, ou Itália). Recuperando a nossa soberania, teremos uma moeda competitiva ( como a chinesa, por exemplo). A segunda medida é o redimensionamento do Estado e o fim das licenças, alvarás e demais "red tape" que inferniza a vida das empresas. A terceira é voltar a trabalhar e a produzir.

Os mercados.

Os mercados são uma coisa abstracta que certamente não existe neste momento. Pelo menos segundo o modelo de concorrência perfeita que é o ideal. Os mercados devem ser uns bancos alemães, protegidos pelo seu governo, que quer mandar na Europa. Era muito curioso saber quem compra a dívida portuguesa, quem a detém e quem pressiona, para se saber o que são afinal os mercados. Se são a sério ou a brincar. Isso chama-se transparência e é um dos pressupostos do modelo liberal.

O Criador.

Quem criou o actual modelo de desenvolvimento económico-social foi Cavaco Silva. Foi ele que desindustrializou o país, criou o Estado Social insustentável, aumentou a Função Pública, manteve o escudo forte a níveis não competitivos e apostou nos trnasportes e comunicações do vazio.
Agora tem caucionado os disparates de Sócrates. Deve sair também.

Hipocrisia

Toda a gente critica Sócrates, todos sabemos que ele é o responsável imediato pela actual catástrofe. Então, porque insistir na sua permanência? A primeira medida para resolver a crise é correr com Sócrates e o bando de incompetentes ( e mentirosos) de que se rodeou.

domingo, 3 de outubro de 2010

Revolução.

O sistema político- constitucional está bloqueado. A situação portuguesa não se resolve com cortes provisórios, com medidas orçamentais "duras", que aliás já desde o tempo em que MFL era ministra das finanças era suposto existirem e ou não existiram ou não resultaram.
A questão é bem diferente e tem a ver com a expansão absurda do Estado e com erros de política económica fundamental.
Sócrates pode estar muito contente com toda a gente aentrar para a Universidade ( e politécnicos) pública. Mas tal custa dinheiro que o país não tem.
Sócrates pode estar muito contente com a cobertura pré-escolar do Estado, mas tal custa dinheiro que o Estado não tem.
E se é assim na Educação, será na Saúde e noutras áreas. Temos que sair do Estado Social, entrar num novo tipo de Estado, que apoie os mais desfavorecidos e deixe os outros trabalhar e acumular riqueza.
Na economia temos que deixar o Euro e rapidamente ( nunca devíamos ter entrado) e flexibilizar a sério o mercado de trabalho. Vivemos numa ficção. Ninguém produz, ninguém trabalha. Porque o Estado não deixa.
É tempo de uma revolução.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Responsabilidades.

Mário Soares que sempre assumiu que não sabia muito de finanças entregou a pastas a pessoas muito competentes: Medina Carreira ou Ernâni Lopes. Cavaco Silva que acha que sabe de finanças só tem feito asneiras. Quando esteve no governo desbaratou a bonança da CEE e os frutos da política do FMI com a compra de votos para ganahr eleições, ampliou o Estado Social para além do necessário, aumentou a função pública, etc. Foi ele que criou o monstro de que agora se queixa.
Agora deu cobertura a Sócrates e à sua política suicida. Está muito mal.
Sócrates e Cavaco têm que sair.

História pretérita?

Esta coisa da OCDE vir dar palpites acerca da nossa economia de forma tão desassombrada lembra os finais do século XIX e inícios do XX quando os credores de Portugal exigiam tudo e pretendiam interferir na política económica e financeira portuguesa, inclusivamente, através da Sociedade das Nações. Basta lembrar as peripécias do ministro das finanças da ditadura de 1926 - Sinel de Cordes- na negociação de um novo empréstimo. Peripécias que levaram à subida de Salazar ao poder.
Claramente, que Portugal não é dono de si, neste momento. E a primeira coisa a fazer é voltar a ser dono de si. Só depois a política orçamental é importante.
Obviamente que os estúpidos cálculos políticos que levaram a manter Sócrates no poder só contribuiram para o afundamento do país. Sócrates não sabe de economia e finanças. E não tem intuição para o assunto e o ministro das finanças não tem real poder.É um bombeiro sempre a chegar atrasado ao fogo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Estado mau.

JS e o ministro Gago anunciam com orgulho os números assombrosos de entradas na universidade ( e politécnicos, o quer que estes sejam) pública. Não é motivo de comemoração, é motivo de derrota e tristeza. O país cada vez é mais monolítico, o Estado faz tudo e não deixa fazer nada, é o grande compressor da actividade económica, persegue as empresas com os fiscos, as seguranças sociais, as autoridades do trabalho e mais órgãos de repressão.
O Estado é mau, não deixa trabalhar, não deixa fazer, persegue tudo e todos e absorve todos e tudo. Ninguém vê?