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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Insustentável leveza do não ser.

Tem sido mortificante assistir ao papel do PSD dirigido por Passos Coelho. A função da oposição é susbtituir o governo. E quando o governo é muito mau, essa susbstituição tem que ser rápida, e eficaz. O que se tem visto é que o PSD em geral apoia as políticas do PS, apenas espera o momento oportuno para , sem dor, substituir as caras do PS pelo PSD. Isso é muito mau. O país necssita de um novo rumo. Na realidade, um novo regime e o PSD apenas está a frustrar os que desejam a mudança e não reverão nele e por isso, na altura, não irão votar PSD.
O PSD não é nada, neste momento, não há killer instinct.Até poderá chegar ao poder. Mas já sabemos que será mais do mesmo. Isto é mais zero, o que quer dizer 0+0= 0, logo zero ficaremos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Modificação das Alianças.

Esta crise, além dos aspectos financeiros, deve ajudar a reflectir acerca dos vários rumos que Portugal tem seguido nos últimos anos. Um desses rumos é a política externa em que se tem posto a Europa no centro de tudo e algum empenho em Angola e Brasil. A realidade é que , historicamente, Portugal nunca esteve no centro da Europa e quando se quis imiscuir demais nesse centro deu-se mal.Também, é verdade que o Brasil e Angola têm muito potencial, mas na realidade, no caso de Angola , sobretudo, representam um perigo potencial e estão muito mais interessados no seu desenvolvimento próprio. Aliás, Angola é paradigmática em apoderar-se de forma mais ou menos legítima dos interesses portugueses.
Uma nova política externa teria que reenvolver os saudavelmente eurocépticos ingleses e países da periferia da Europa, largar Espanha e Bruxelas e apostar numa confederação com Cabo Verde, Guiné e São Tomé, para já.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ultimato alemão.

Quando em 1890 os ingleses fizeram o ultimato a Portugal levantou-se a nação em fúria. E bem! Hoje a Alemanha faz um ultimato muito pior e ninguém se levanta. Somos cordeiros ou parvos?
Quem ler o livro ( este é um mero exemplo) Hitler´s Table Talk vê claramente que a Alemanha sempre prosseguiu a hegemonia europeia através da coordenação ( um termo bem caro aos Nazis) económica. Obviamente que os alemães actuais não são nazis, mas há constantes estruturais que não mudam e o domínio continental europeu por parte da Alemanha é uma dessas constantes.
Os alemães unificaram-se, incorreram em déficits excessivos, prejudicaram o resto da Europa e nós esperamos que eles se recompusessem. Mas, não para virem com novos diktats. Portugal não é a Checoslováquia ( embora neste momento pareça pior).

Aviso.

Não tem grande sentido este veto de Cavaco. É exactamente aquilo que parece. Um aviso à navegação. Está lançada a primeira bóia de sinalização. Mas , dá outro sinal. A política sobrepõe-se à economia ou economias.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Comunicações.

O PSD continua sem se preparar para assumir o poder, repetindo o erro do passado próximo. Que ideias defende? Que projecto tem? Não se sabe. O que se sabe foi um conjunto de nomes e de ideias vagas acerca de ministérios que apareceram no passado Expresso. Alguma agência de comunicação trabalhou e apareceu aquela coisa desgarrada. Continua a pensar-se que a comunicação é tudo. Não é. Pode ajudar, mas no fim é sempre a substância.
A mesma comunicação anda a promover um candidato do Sporting. Desconhecido ( o que não é pecado) ligado aos angolanos ( o que é suspeito. Angola tem uma estratégia para Portugal. Predadora. Ninguém quer ver isso, preferem impressionar-se com os putativos milhões que aí chegarão). Este candidato do Sporting anda numa promoção imensa. Nuvens de fumo e inssinuações elogiosas. Coisas concretas? Nada, para variar.
Não se deve matar o mensageiro, mas não se deve confiar nele e sobretudo pensar que o meio é a mensagem.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Rubber Stamping

Rubber Stamping é a especialidade do "super- juiz". Para que é que existe o Tribunal Central de Instrução Criminal? Para nada.

ADENDA: Eu li o livro de Eva Joly ( há muitos anos). Carlos Alexandre não é Eva Joly.

Democracia e Legitimidade

O resultado principal destas eleições não é a eleição de Cavaco Silva,é a doença clara do regime manifestada em 60% de abstenções, votos nulos e brancos. Cavaco Silva foi eleito com 23% dos votos! Ninguém lhe retira a legitimidade formal e o direito a ser empossado como Presidente da República, mas percebe-se claramente que não encanta,como o actual regime não encanta.
A democracia é , em primeiro lugar um método de escolha de quem nos governa. Mas também um sistema de respeito de direitos fundamentais e necessita de um constante convencimento dos governados. Não basta uma eleição. Hoje o processo democrático reflecte uma interacção entre eleitos e eleitores. Os eleitos têm o dever de ir convencendo os eleitores da bondade das suas políticas. Ora é esse vínculo que se está a cortar. Na realidade poucos confiam em Cavaco, poucos querem este presidente ( obviamente, ainda menos querem outro presidente). O regime mostrou a falência neste acto. É sobre isto que tem que se reflectir. A história desta eleição pode ser a história do início do fim deste regime democrático.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Contentamento

Tudo visto e ponderado, parece que todos estão contentes com o estado actual de coisas. Há uns tempos reconduziram José Sócrates. Agora, preparam-se para reconduzir massivamente Cavaco Silva.Portanto, no fim, só nos podemos queixar de nós próprios e das escolhas que fazemos.Aliás, a campanha de Cavaco Silva tem sido a mais interessante, pela opereta montada. Parece que até agora nada fez na vida política portuguesa. Não tem nada a ver com nada e nós temos que confiar nele para salvar a Pátria. As sujices das Coelhas e do BPN podem não ser relevantes. Sabemos bem como se monta uma campanha suja nos "media", com meias verdades, insinuações e muitas mentiras. Mas, verdade é que o senhor foi Presidente nos últimos 5 anos e primeiro - ministro há uns tempinhos, durante 10 anos e tem uma profunda responsabilidade política pelas escolhas políticas erradas.
O certo é que as massas estão contentes e vão com ele. Quem somos nós?

Epítome 2

O actual modelo económico: uma moeda relativamente forte, uma economia real virada para os serviços e obras públicas ( desconsiderando a agricultura, pescas e indústiras), um Estado Social generoso, uma função pública volumosa e bem paga, foi definido nos 10 anos de Cavaco Silva como primeiro-ministro.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Epítome 1

José Sócrates conduziu Portugal à falência. Cavaco Silva deixou que José Sócrates conduzisse Portugal à falencia.