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sábado, 18 de dezembro de 2010

Guia para a saída do Euro 2.

6- A legislação para a saída de Euro tem que retirar de apreciação judicial questões emergentes por perdas resultantes da modificação da moeda.
7- A legislação tem que assegurar o primado da lei portuguesa sobre a lei europeia ou outra.
8-Uma campanha de marketing de confiança na nova moeda e de explicação da necessidade de saída do euro tem que ter lugar.
9-Têm que ser aplicados controlos temporários de movimentos de capitais e de levantamentos bancários avultados.
10-A saída do euro tem que ser feita em apertada coordenação com o Banco de Portugal e a Banca.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Guia para a saída do Euro.

Inicia-se nesta mensagem um Guia para a saída do Euro, tentando abarcar todos os aspectos.
1- A saída deve ser oficializada na véspera ( depois das 20.00 horas) de uma sexta-feira feriado.
2-Deve procurar-se que saíam vários países ao mesmo tempo ( e de preferência com o mesmo feriado).
3-Durante os três dias feriado ( sexta,sábado e domingo) deve carregar-se as máquinas Multibanco e fornecer os balcões bancários com a nova moeda.
4-A conversão do euro para a nova moeda deve ser feita por igual para todos os casos( depósitos, empréstimos, etc). O ideal era a paridade incial de 1 para 1.
5- Deve haver uma negociação internacional em relação ao pagamento de dívidas denominadas em euro e tantar transformá-las ( pelo menos em parte) na nova moeda. A situação ideal era acabar o euro. Assim tinha que haver uma redenominação geral das dívidas internacionais em euros.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Reset.

Reset foi a palavra da moda introduzida por Obama a propósito de um reinício de relações com a Rússia mais propício. Mas reset também é uma expressão que se pode aplicar ao Portugal actual.
Um reset político e económico é necessário. Do ponto de vista político estamos bloqueados. Há aqueles que acham que Cavaco Silva pode ser o desbloqueador da situação. Acreditam mesmo que com 70 anos vai iniciar uma carreira de revolucionário e reconformar o sistema político e constitucional português? Não vai. Quando muito ajudará a substituir Sócrates por Passos Coelho. Mas tal não resolve nada. A questão é mais profunda e implica a modificação da Constituição ( idealmente uma nova Constituição). Uma Constituição simples, com um poder executivo forte e uma garantia dos direitos fundamentais básicos forte e nada mais.
Do ponto de vista económico há que ter coragem para sair do Euro e deixar o país desenvolver-se livremente. A discussão económica está toda truncada. O Euro só é possível com um mercado trabalho flexível - no sentido em que os trabalhadores podem ir livremente de Portugal para a Alemanha arranjar emprego, o que na prática não existe e com uma política fiscal estabilizadora e compensatória das disparidades. Bastava ler um pouco Mundell para se perceber. Mas ninguém leu?
Em Portugal há a obsessão dos cortes , mas não há a obsessão do trabalho. Trabalhar e estudar é preciso. Perceber na alhada em que nos meteram e sair dela.
Sair dela passa por uma nova Constituição, o afastamento de Cavaco e Sócrates e a saída do Euro.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A questão económica.

Por muito que se ande à volta do déficit e do orçamento, a questão portuguesa não é fundamentalmente financeira.É económica. É um país que produz pouco, com pouca produtividade e pouca competitividade - e que agora está a ser asfixiado pelas medidas recessivas em curso para equilibrar supostamente o orçamento ( não equilibram porque o orçamento só se equilibra quando houver menos Estado).
Do ponto de vista macroeconómico o principal problema presente é a permanência no EURO, esta é coeva com o crescimento anémico da economia.
No entanto, as questões estruturais encontram-se naquilo a que se convencionou chamar microeconomia:As empresas são pouco produtivas porque têm custos muito elevados com a Segurança Social, não se duvide disso; porque existe uma série de legislação absurda que têm que cumprir, desde a segurança no trabalho,à medicina a todos os constrangimentos burocráticos para se exercer uma actividade. Hoje, é quase impossível começar uma actividade nova, tantas são as exigências legais, alegadamente introduzidas para tornar Portugal um país moderno, mas só o tornando um país corrupto ou com medo. ASAE, ACT e outras entidades fazem hoje parte dos impedimentos ao funcionamento da economia.A legislação do trabalho, cada vez mais complicada, ajuda à festa. Note-se que isto se aplica às PMEs, as grandes estão encostadas ao Estado, como sempre estiveram, situação bem descrita no livro "Donos de Portugal" de Louçã, Rosas et al. que muito bem descreve a falta de capitalismo que existe neste país.
A grande reforma é promover aquilo que Schumpeter chamava "clima social" favorável ao empresário, criar uma sociedade onde seja possível constituir empresas e trabalhar. Não é a constituição formal. Essa é fácil. É a entrada nos mercados, que está impossível. Alguém já leu a recente legislação sobre higiene e segurança no trabalho? É muito gira, muito europeia, mas impossível de aplicar! Tem que acabar a produção legislativa do Governo ou a mando deste. A legislação deve voltar ao seu panteão sagrado de "ultima ratio" da organização social, deixando que a sociedade se organize no seu silêncio, como apontava Hobbes.
A questão económica é a fundamental e fundamental é ter empresários que corram riscos - e não estejam sempre a ser punidos por isso - e tenham o mínimo de contacto com o Estado.

domingo, 31 de outubro de 2010

Bad News.

Acordo PS- PSD no orçamento. Má notícia. O orçamento é um disparate, a democracia deve funcionar e não ser submetida a diktats. Toda a movimentação de pressão á volta da aprovação do orçamento demonstra a doença do país.
Candidatura de Cavaco a Presidente, outra má notícia, este é o homem que segurou e segura JS, este é o homem que iniciou o actual momento de atraso económico.
Alemanha a mandar cada vez mais na UE. Conseguem fazer o que Hitler e Guilherme II não fizeram. Esqecem-se que foram os primeiros a não cumprir os critérios do déficit! Esquecem-se que a sua política económica está a contribuir para a falta de balanço da economia mundial.
São tudo más notícias.

sábado, 16 de outubro de 2010

Sair do EURO

Como sempre defendemos a solução económica para a crise portuguesa ( a política passa por uma nova constituição, a saída de Cavaco e Sócrates) começa pela saída do euro. Portugal nunca teve condiçoes económicas e financeiras para ter a mesma moeda que a Alemanha. Essa saída tem que se dar depressa ( talvez com um acordo diplomático simultâneo com a Espanha e Grécia, ou Itália). Recuperando a nossa soberania, teremos uma moeda competitiva ( como a chinesa, por exemplo). A segunda medida é o redimensionamento do Estado e o fim das licenças, alvarás e demais "red tape" que inferniza a vida das empresas. A terceira é voltar a trabalhar e a produzir.

Os mercados.

Os mercados são uma coisa abstracta que certamente não existe neste momento. Pelo menos segundo o modelo de concorrência perfeita que é o ideal. Os mercados devem ser uns bancos alemães, protegidos pelo seu governo, que quer mandar na Europa. Era muito curioso saber quem compra a dívida portuguesa, quem a detém e quem pressiona, para se saber o que são afinal os mercados. Se são a sério ou a brincar. Isso chama-se transparência e é um dos pressupostos do modelo liberal.

O Criador.

Quem criou o actual modelo de desenvolvimento económico-social foi Cavaco Silva. Foi ele que desindustrializou o país, criou o Estado Social insustentável, aumentou a Função Pública, manteve o escudo forte a níveis não competitivos e apostou nos trnasportes e comunicações do vazio.
Agora tem caucionado os disparates de Sócrates. Deve sair também.

Hipocrisia

Toda a gente critica Sócrates, todos sabemos que ele é o responsável imediato pela actual catástrofe. Então, porque insistir na sua permanência? A primeira medida para resolver a crise é correr com Sócrates e o bando de incompetentes ( e mentirosos) de que se rodeou.

domingo, 3 de outubro de 2010

Revolução.

O sistema político- constitucional está bloqueado. A situação portuguesa não se resolve com cortes provisórios, com medidas orçamentais "duras", que aliás já desde o tempo em que MFL era ministra das finanças era suposto existirem e ou não existiram ou não resultaram.
A questão é bem diferente e tem a ver com a expansão absurda do Estado e com erros de política económica fundamental.
Sócrates pode estar muito contente com toda a gente aentrar para a Universidade ( e politécnicos) pública. Mas tal custa dinheiro que o país não tem.
Sócrates pode estar muito contente com a cobertura pré-escolar do Estado, mas tal custa dinheiro que o Estado não tem.
E se é assim na Educação, será na Saúde e noutras áreas. Temos que sair do Estado Social, entrar num novo tipo de Estado, que apoie os mais desfavorecidos e deixe os outros trabalhar e acumular riqueza.
Na economia temos que deixar o Euro e rapidamente ( nunca devíamos ter entrado) e flexibilizar a sério o mercado de trabalho. Vivemos numa ficção. Ninguém produz, ninguém trabalha. Porque o Estado não deixa.
É tempo de uma revolução.